Jul 30, 2010

Postado por Zé Saika em Coluna Boss Stage | 7 Comentários

Boss Stage: O que perdemos nos games atuais?

Vocês já tiverem a sensação de que, com o passar dos tempos, os jogos vão deixando de ser o que eram antes? Já pararam para pensar o que exatamente mudou? Lembrando que não estou dizendo que os jogos de hoje em dia são ruins! Quero apenas apontar mudanças.

Seriedade

Não é muito difícil notar o quão sério os jogos têm se tornado. Hoje em dia só se vê histórias pesadas, profundas e complexas. Mais introspecção, mais personagens conflituosos e enredos mais sombrios. Da geração passada para essa, muitas coisas os jogos ganharam, mas coisas também foram perdidas.

Muitos dizem que jogos precisam de histórias elaboradas para serem bons… Isso é um erro. O maior sentimento que os jogos podem causar não vem através de uma história elaborada, de um ambiente incrível, de uma psicologia profunda, nem de estúdios grandiosos. Estou falando da diversão.

Diversão

Ela vem da forma mais inesperada e simples possível, ora assusta, ora dá um tapa em nossa cara e nos faz sorrir. Aqueles jogos, os divertidos, são pequenos grandes jogos. Eles aparentam ter tão pouco e nos oferecem tanto, e ainda temos a coragem de deixá-los de lado.

O papo de que jogos são para crianças fez com que os criadores fossem correndo para o outro lado, fazendo com que a coisa ficasse igualmente ridícula. Agora só vemos seriedade, e os jogos que tentam ter um pouco mais de leveza, são criticados.

Jogos não são para crianças e nem para adultos. Eles são para todos!

O caminho das pedras

Não sei dizer ao certo, mas na evolução de cartucho para DVD, e com o aumento da qualidade gráfica, tivemos um ponto onde o conceito de um jogo começou a se transformar.

Antes desse ponto os jogos eram vistos pela jogabilidade, pela inovação e pela felicidade de quem os jogava. Jogos de plataformas difíceis e Beat ‘em Ups impossíveis, que antes eram odiados, agora fazem falta.

Agora um jogo é julgado pelo enredo e pela profundidade filosófica que ele nos oferece. De tanto olhar o cinema como um exemplo, os criadores passaram a deixar a essência do jogo se esvair: vemos jogos fáceis, que servem apenas para contar uma história e nada mais, sem desafio… sem diversão.

A união que fez a força

Durante o passar do tempo, nem tudo foi perdido. Ainda existem magníficos exemplos de jogos onde a seriedade e a diversão andam de mãos dadas e nenhuma se sobressai à outra. Final Fantasy IX é o melhor exemplo que tenho para dar. Quem não se emociona quando ouve a história de vida do Vivi? Quem nunca riu de um comentário sem noção da adorável Quina? Quem não sentiu a tensão que foi defender Alexandria da invasão? Quem nunca riu das “marmotas” do Zidane? “Quem?”, eu pergunto!

Muitos devem estar pensando que às vezes os momentos engraçados quebram todo o clima. Não, eu vos digo. Sabendo fazer, tudo dá certo. Em Final Fantasy IX, os momentos se alternam de forma que eles nunca ficam sobrecarregados. Jogando essa obra prima eu ri, chorei, me assustei e pulei de alegria. É isso que um jogo deve nos proporcionar: TUDO. E se for para citar uma empresa que faz isso com maestria em tudo que faz é a Square Enix. É fácil saber quando um jogo é dela, pois basta ver se ele é muito divertido e sério ao mesmo tempo. Poucos, ou nenhum jogo, dessa empresa falham em nos proporcionar sentimentos.

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