Os melhores gráficos e sons não são os únicos aspectos dos videogames que os colocam cada vez mais próximos à realidade. Já há muito tempo, enquanto fenômeno cultural, eles influenciam e sofrem influência dos acontecimentos históricos, com enredos bastante reais, ou que pegam emprestados alguns traços da história.

Em 2001, os atentados nos EUA geraram um grande impacto em todo o mundo, incluindo diversas esferas do show business. E os videogames também sentiram essa influência. Curiosamente, alguns jogos em desenvolvimento na época traziam temas bastante próximos a elementos da tragédia que se passou, e foram afetados. Vamos relembrar alguns dos casos conhecidos.

Command & Conquer – Red Alert 2 (PC)

O tradicional jogo de estratégia em tempo real da EA foi lançado em maio de 2001, ou seja, antes dos atentados. Comenta-se que os estúdios responsáveis pelo lançamento resolveram tirá-lo de circulação, por haver, entre suas missões, objetivos como os de destruir o Pentágono e o World Trade Center. Pegava mal.

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Propeller Arena (Dreamcast)

Desenvolvido pelo competente estúdio Sega-AM2 ainda em seu período áureo, chegou a ser finalizado, mas nunca foi às prateleiras. Propeller Arena era (é) um título arcade de combate de aviões que seria lançado pouco depois de 11/09, mas a Sega desistiu sem um motivo oficial. Alguns acreditam que foi por conta do então declínio do Dreamcast, mas o jogo nunca foi lançado para outra plataforma. É bem mais provável que tenha sido engavetado por possuir fases de combate em que as “arenas” são muito parecidas com o cenário real do desastre nos EUA. Curiosamente, foi “vazado” na internet anos depois, e hoje pode ser baixado de forma não-autorizada em diversos sites de compartilhamento.

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Bomber Hehhe! (Dreamcast)

Com título sugestivo, quase engraçado para nós ocidentais, é um simulador de implosões (!) desenvolvido pela nipônica Fujicom. O jogador deveria posicionar bombas e levar prédios abaixo, o que causou dúvidas sobre a possibilidade de seu lançamento, visto que tinha previsão de chegar no início de outubro de 2001. Acabou sendo lançado no início de 2002, mas apenas em versão japonesa.

Hoje, quando completam-se 10 anos desde os atentados nos EUA, torcemos para que outros jogos não precisem ser cancelados por motivos similares – é claro, será bom sob qualquer aspecto, não só o do mercado de videogames. Mas e você, lembra de mais algum caso parecido?