Alguns dizem que é puro saudosismo, mas para mim é um fato: existiu uma época em que a Sega poderia por em prática qualquer maluquice que viesse em sua cabeça. Quem não se lembra de Crazy Taxi, o hit dos arcades que explodiu em popularidade no Dreamcast? Uma ideia ridícula de simples, que simplesmente funcionava. Passando para coisas mais obscuras, e o memorável Seaman? Levando a ideia de pet virtual a outro patamar, o homem-peixe fez sucesso entre os entusiastas.

O bacana disso tudo é que os jogos interessantes não precisavam ser títulos A++ em popularidade. Eles poderiam simplesmente cobrir um nicho e ganhar uma cara de, digamos, Lado B. É mais ou menos esse o caso de The Typing of the Dead. “A digitação dos mortos, cuma?!”. O jogo pega carona em The House of the Dead, grande sucesso da Sega nos anos 90. Seu universo é basicamente o mesmo, mas a mecânica muda: ao invés de miras e do uso de pistolas, The Typing, como sugere seu título, utiliza o teclado do Dreamcast como controle principal: aparecem caracteres na tela e é necessária sua digitação rápida e precisa para detonar os inimigos.

Assim como o próprio teclado para Dreamcast, o jogo acabou não sendo muito popular em vendas ou conhecimento do público. Mas, principalmente hoje em dia, isso não é um problema. Tempos depois, este acabou sendo um verdadeiro professor de digitação para muitos gamers, pois exige concentração e rapidez em níveis crescentes de dificuldade. Isso sem falar nas piadas que o jogo faz consigo mesmo como se estivesse “falando sério”. Vejam o vídeo que fiz abaixo e confiram com seus próprios olhos.